terça-feira, 9 de abril de 2013

Coisas que ando a ouvir

 
 

Eu bem disse...

que desta vez não ia desperdiçar a oportunidade :)



Entretanto, sempre que vou a Lisboa tenho a sensação de haver muita coisa que quero ver e fazer e como o tempo não estica, há sempre alguma coisa que "fica para a próxima". E fica mesmo, porque eu não me esqueço e não descanso enquanto não volto. Desta vez, ao invés de um roteiro apenas turístico, os planos centram-se mais na cultura e na gastronomia. Está assente uma visita à Fundação José Saramago, ao MUDE - Museu do Design e da Moda -  que festeja 100 anos de História do design de interiores em Portugal, um almocinho na Taberna Moderna que foi eleito pela Time Out o melhor restaurante Lisboeta em 2012 e por ser na mesma rua da Casa dos Bicos vem mesmo a calhar. Depois já só devemos ter tempo para voar até ao Pavilhão Atlântico que será para mim uma dupla estreia. Nunca vi nem nenhum espectáculo nesta sala nem nenhum do "Cirque du Soleil". Claro que não me esqueci da exposição da Joana Vasconcelos mas creio que já são coisas a mais e, como teremos a sorte da sua presença no Palácio Nacional da Ajuda até 25 de Agosto, acho que vou esperar pela próxima visita.

O cemitério de pianos...

é já o próximo. Quando acabar de ler, faço o relatório aqui no blog! 

Boas leituras!

O processo de Kafka



Era suposto ter começado por ler primeiro "O cemitério de pianos" que já dorme tranquilamente na minha mesinha de cabeceira e até já tinha falado sobre a vontade de ler a obra aqui no blog, mas acabei por devorar primeiro "O processo" de F. Kafka. Não é que um me motive mais do que o outro até porque o estilo, provavelmente, não deve ser sequer comparável mas porque tinha muita curiosidade em saber como é que este pequeno génio via a justiça do seu tempo. Toda a gente me dizia que é um clássico e que é um daqueles livros que ninguém podia passar sem ler e eu confirmo-o mesmo sendo um livro inacabado. Aliás, acho que isso até lhe dá uma certa graça.
O livro conta a história de Josef K., um homem que se vê envolvido nos meandros da justiça por ser alvo de um processo judicial, como o próprio titulo indica, que não entende e ao qual nunca deu origem. K. era gerente bancário, levava uma vida banal e pacata até ao dia em que lhe entram quarto adentro para lhe dizer que ele era acusado, sabe-se lá de quê. Entretanto, com o decorrer da trama fiquei assustada com a intemporalidade e actualidade da obra. A partir do momento em que K. é constituído arguido não mais teve paz, não só porque todos o identificavam como sendo culpado - ainda que a sua culpa nunca tenha sido provada em sede própria - mas também porque os tentáculos da justiça chegavam a todo o lado por onde ele passava, como se de uma força omnipresente e omnipotente se tratasse. A cada dia que passava a sua energia ia sendo mais e mais consumida por essa força invisível e capaz de lhe retirar tudo quanto ele mais precisava:  força, discernimento, ponderação, coragem, clareza de raciocínio, lucidez. Por outro lado, uma vez acusado, culpado para sempre. Estava legalmente previsto um mecanismo que poria um ponto final no processo mas acontece que esse mecanismo nunca foi accionado ou se o foi nunca funcionou. Assim, advogados e réus trabalhavam apenas no sentido de prolongar o processo o mais possível  prolongando, consequentemente, a culpa ad eternum. Para tanto, era preciso venerar os juízes certos e estabelecer as devidas influências, criando-se, assim, instâncias judiciais paralelas onde apenas os mais habilidosos ou experientes se saberiam movimentar. Para os tribunais não era imperativo fazer justiça, conceito que nunca se sabe muito bem até onde poderá ir, nem aferir graus de culpa, nem julgar com base em factos concretos. Não, o tribunal funcionava pela força dos favores e nisto é como diz o povo "uma mão lava a outra".  
De papelada infinita, palavras caras, citações ocas e lugares comuns se fazia a indispensável burocracia. Requerimento para um lado, petição para o outro e o processo sempre na mesma fase. Mais outro requerimento porque no primeiro faltava uma assinatura, ou uma vírgula. E o processo sempre na mesma fase. Até à exaustão e à decadência.

Pergunto-me, mudou alguma coisa?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Por terras de "Nuestros Hermanos"!


As minhas noticias tardam mas não falham!

Já há muito tempo que queria ter ido a Barcelona, porém só neste último mês de Março é que consegui conjugar todos os requisitos para ir: disponibilidade, ausência de compromissos profissionais e pessoais inadiáveis e dinheiro. Tinha tudo para ser uma viagem de sonho e, de facto, foi. Não é que eu conheça este mundo e o outro mas quase me atrevo a dizer que Barcelona é das cidades mais inspiradoras, organizadas e cosmopolitas que existe. Saímos do Porto às 6:30 da manhã e está bom de ver que nessa noite não preguei olho, pela ansiedade e pelo medo de adormecer. Sim, porque sair de casa às 4 da manhã para poder fazer o check-in uma hora antes do voo como mandam as regras não é nada fácil. Mas como para passear não há perna manca, às 5:30 da manhã estávamos prontinhos a descolar.

Pouco mais de uma hora de viagem e ei-los em Barcelona. Ouvidos surdos, cabeça pesada da descompressão de ar mas de resto tudo impecável. Apanhámos o aerobus e lá fomos nós em direcção à Praça da Catalunha. Descemos as Ramblas, e de máquina fotográfica numa mão e mapas na outra, partimos à descoberta do Hotel. Tentámos seguir as indicações de uns polícias a quem havíamos pedido ajuda mas correu mal, talvez porque os senhores ao perceberem que éramos portugueses estavam mais preocupados em saber se torcíamos pelo Ronaldo ou pelo Barcelona. Continuámos a busca, descemos umas ruas, subimos outras, procurámos nas ruas transversais, nas ruas paralelas e conseguimos lá chegar. O Hotel foi uma agradável surpresa, não só pelo design e conforto mas também pela (boa) localização a 500 metros das Ramblas e a 100 metros do Porto, o que nos permitiu aproveitar o que restava do primeiro dia para fazer passeios a pé. Isto porque só pudemos entrar no quarto às duas da tarde sendo que assim que lá entrámos esparramámo-nos em cima da cama a dormir uma bela duma sesta para repor energias.
À noite, depois de muito bater os pés pelas calçadas e já vencidos pelo cansaço, ficámos a jantar uma paella mista num restaurante simpatiquíssimo quase em frente ao Hotel.
Para o segundo e terceiro dias o programa foi passear no autocarro turístico e conhecer os pontos de atracção mais importantes. Auriculares nos ouvidos, a língua portuguesa seleccionada na opção 15 e ficar a ouvir a História da cidade em Português com açúcar. Houve momentos que fiquei tão deslumbrada pelo que os meus olhos estavam a ver que quase nem prestava atenção à informação que se me entrava ouvidos dentro.

Barcelona é fortemente marcada pela megalomania de Gaudi. O seu traço está presente nas mais emblemáticas construções e até eu, que não sou nada dotada para apreciações artísticas, consigo perceber onde é que o senhor punha as mãos. Antes de ouvir a explicação, já dava por mim a pensar " Isto é Gaudi, só pode ser". Arquitecturas ondulantes numa espécie de adoração ao mar e gosto pelo gótico fazem dele um arquitecto que dispensa apresentações, ainda que mais tarde tenha tentado romper com esta tendência com a construção do Park Guell, sob o mecenato de Guell, e ainda com a casa Batló e Milá.
Claro que não se pode falar de Gaudi sem se falar da Sagrada Família, a menina dos seus olhos. É como se de dois conceitos indissociáveis se tratassem e eu cá só tenho a dizer que me rendi à sua grandeza. Do alto da minha pequenez, tive de me esforçar muito para lhe ver o cume.
Porém, se me pedissem que elegesse uma das suas obras, a minha escolha recairia, indubitavelmente, sobre o Park Guell. Em termos de estilo arquitectónico não é sequer comparável aos demais edifícios apesar de se tocarem em algumas características. Parece uma pequena aldeia dentro duma grande cidade. Para além do colorido da cerâmica, o que mais me chamou a atenção foi o encaixe perfeito entre a Natureza e a obra.
Quase que podia arriscar dizer que a actual organização da cidade se deve -  também -  ao impulso de Gaudi; tudo na paisagem faz sentido, as casas assentam umas nas outras milimetricamente, as varandas preenchem filas perfeitas e até os padrões nas paredes parecem pensados e esculpidos ao pormenor. O embandeiramento patriótico também é uma coisa linda de se ver.
A Avenida Diagonal faz as delicias das senhoras. Ele é Louis Vuitton, ele é Dolce & Gabanna, ele é Channel, ele é Jimmy Choo. Nesta parte eu já não sabia para onde direccionar as atenções, se para o blazer de 945 euros se para as sandálias de 1150 euros. Fiquei numa espécie de deslumbramento letárgico, se é que isto existe.
E para arrumar este tema, há que referir o MNAC - o Museu Nacional de Arte da Catalunha - cuja vista para a Praça de Espanha é SO-BER-BA.

E dar ao dente? Perguntam vocês.
Pois, isso já foi mais dificil. Eu gosto de apreciar e experimentar a gastronomia típica do sítio onde estou por isso foi um tal enfardar paellas, tapas e bocadillos. Não é mau não senhora, mas também não é nada que não tenhamos por terras lusas de igual ou melhor qualidade. Mas e quando não apetece uma destas três coisas, come-se o quê? Pessoalmente, tive sempre muita dificuldade em escolher e no último dia já estava a desesperar por um prato "à tuga". Isto porque não percebia as ementas e mesmo em Inglês havia sempre um ingrediente, um molho, um legume que eu desconhecia e que temia não gostar. Rezava a todos os santinhos e desde que não me chegasse à mesa uma coisa absolutamente oleosa ou nojenta, por mim já estava bem.

Foi tudo maravilhoso! Tanto que quando meti os pezinhos no avião para voltar a Portugal comecei logo a idealizar o regresso a Barcelona. Num dos dias o S.Pedro brindou-nos com uma valente chuvada por isso há uma ou outra coisa que gostava de ter visto melhor. Fica, mesmo, para a próxima. Se era preciso uma desculpa para voltar acho que esta é perfeita!






(As letras da camisola que comprei numa lojinha típica)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sondagens!

Ora, este fim-de-semana foi dedicado às sondagens. Uma experiência pela qual nunca tinha passado mas que já tinha em vista há algum tempo. É-nos dada uma formação no dia antes onde são explicadas as 1436 regras que deveremos cumprir para garantir a credibilidade e aleatoriedade dos resultados. Assim à primeira vista, andar a questionar pessoas sobre as suas expectativas em relação à governação e mais ainda sobre as suas condições de vida, não parece difícil. Porém, tudo muda quando chegamos ao terreno: a verdadeira prova de fogo. No Sábado calhou-me uma localidade cujo nome eu desconhecia em absoluto. Terra pequena, mas de gente extremamente afável a quem o choradinho "vá lá, responda-me a estas perguntinhas que é mesmo importante e não demora nada" resultava sempre. A maior dificuldade estava em encontrar casas e de preferência com gente lá dentro que pudesse abrir a porta e responder. Em poucas horas eu e a equipa que trabalhou comigo batemos a todas as portas e, já no desespero, começamos a repetir as mesmas casas na esperança que os  seus habitantes tivessem regressado. Encontrei uma senhora queridíssima com quem não me importaria de falar o dia todo, que assim que me viu perguntou "menina, mas não me vem tirar os subsídios, pois não?".  Mesmo desconfiada, respondeu ao questionário e convidou-me a entrar. No fim do dia, já de regresso, pude concluir que, pela amostra que me calhou, aquela é uma freguesia marcada pela desigualdade social. Se por um lado existem grandes complexos habitacionais de gente que não sente, e ainda bem, a crise, por outro temos as pessoas que moram em casinhas modestas, que vivem da pouca reforma que mal dá para comer. Se por um lado existem os fervorosos adeptos do sistema de saúde privado por outro, temos aquelas pessoas que deixaram de ir às urgência dos hospitais públicos porque são muito caras.
No Domingo, a conversa já foi outra. Calhou-me na rifa uma freguesia que inicialmente me pareceu muito bem por ter muitos habitantes mas que no fim se revelou extremamente difícil. E eu, até certo ponto,  consigo compreender perfeitamente. As pessoas estão cansadas que lhes batam à porta para lhes impingirem tudo e mais alguma coisa e têm medo que as queiram burlar.
Houve momentos em que percebi como deve ser duro andar a vender de porta em porta tendo que cumprir objetivos rígidos, sendo que eu apenas pedia cinco minutos de disponibilidade. Um senhor, claramente indisposto, respondeu-me " não acha que a esta hora deveria estar no sofá em vez de me estar a fazer esta merda destas perguntas?". Caro senhor cuja identidade eu desconheço completamente (e mesmo que conhecesse jamais revelaria!) claro que a um Domingo, àquela hora, com aquele frio e com aquela chuva,  eu preferia cem mil vezes estar em casa à lareira de peúgas até ao joelho do que andar a tentar perceber qual o seu ponto de vista em relação ao estado do país, acontece que aquele era o trabalho que me comprometi a fazer e queria levá-lo a cabo o melhor possível. Só isso. Acredite que não era um esquema para lhe tentar sacar o número de telemóvel nem tão pouco o estava a tentar evangelizar.
Além de ter sido destratada 345 vezes, outras houve em que tive de fazer entrevistas da campainha do prédio, o que também resulta espetacularmente bem porque além de ter que me pôr em bicos de pés para chegar ao intercomunicador e não estar sempre a pedir à pessoa o favor de repetir a resposta, parte das respostas perdia-se com o barulho dos carros que iam passando. Mais uma vez repito, compreendo perfeitamente, moro num apartamento e morro de medo de atender a campainha quando estou sozinha em casa e se atender, por um qualquer rasgo de loucura, não abro nunca a porta e tento despachar a pessoa a 1000 à hora.
Mas nem tudo é mau, apesar de nos meios maiores as pessoas serem mais cautelosas e fazerem mais perguntas do tipo "então e isto é para quê mesmo? e pode mostrar-me as suas credenciais?" também as há simpáticas como foi o caso de uma senhora que me abriu a porta do prédio para que eu pudesse entrevistar todos os vizinhos mas deixou bem claro que só o fazia por confiar no meu trabalho. Querida senhora que me abriu a porta, muito obrigada, espero não a ter desiludido, depois dos questionários feitos vim embora e fechei a porta como combinado. Tudo certinho e direitinho.
Nesta última, já achei que o nível de vida era mais homogéneo apesar de não ser, evidentemente, o mesmo para todas as pessoas. É incrivel como o contacto directo com as pessoas nos dá uma ideia tão brutalmente próxima da realidade. 
Pois então, quando alguém vos bater à porta, dêem-lhe o benefício da dúvida

O carnaval acabou....

...e eu voltei à vida normal. Apesar da ressaca inerente ao fim dos festejos, sentia uma certa saudade de voltar às rotinas normais. Durante quase um mês troquei a minha roupa pelo casaco do grupo cheio de crachás e palhacinhos, e os sapatos pelos ténis mais velhos que constavam das prateleiras lá de casa. Durante mais de um mês, tive festas temáticas que me fizeram, muitas vezes, trocar o dia pela noite. No final, um quinto lugar em seis não é lá essas coisas mas nem tudo são números. Levo desta experiência novas amizades e muita, muita diversão e a certeza de que poderão contar sempre comigo para dar tudo naquela avenida.
 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Encanitam-me...

aquelas pessoas que dizem "treuze" em vez de treze e "quaise" em vez de quase. Tenho dito!

Carnaval!



O Carnaval é uma das alturas do ano que mais me aquece o coração. E isto tem várias explicações. É certo que morar na cidade capital do Carnaval ajuda mas este é um amor antigo que me incutiram desde miúda e que se mantém até hoje. Ainda mal caminhava e lá ia eu no cortejo, pela mão da madrinha, no meio dos grandes como eu tanto gostava. Bem pequenina e redondinha, à altura de uma verdadeira mascote. O grupo chamava-se "Malmequeres" e durante oito anos foi a minha segunda casa. Entretanto, a conjugação de variadas adversidades levou ao seu fim mas eu confesso que mantenho a secreta esperança de o recuperar um dia. Depois, e porque ver o carnaval da bancada não é para mim, mandei-me para um registo completamente diferente: as escolas de samba. Ensaios frenéticos, ritmos acelerados, bateria furiosa, brilhos, plumas e muita cor.  Foram doze bons anos de samba no pé. Entretanto, estúpida que só eu, voltei para as bancadas e, logicamente, não gostei porque o sentimento é o mesmo de estar numa festa e ter perdido a melhor parte. No fundo, perde-se a essência daquilo que é o Carnaval. É apresentar uma maquete em Setembro e esperar que seja aprovada, é reunir na sede para tomar decisões importantes, é tirar medidas na costureira, é provar o fato e ver que afinal não tem nada que ver com a maquete e ai meu Deus que agora estou desiludida mas vamos lá ver como é que isto resulta no fim, é ensaiar quantas vezes forem precisas por semana porque o esquema tem que sair perfeito e as alas ainda não estão alinhadas, é chegar à noite depois de um dia de trabalho e ter de ir à sede para bordar e fazer manualmente todos os acessórios necessários para embelezar e abrilhantar o fato, é ver o tempo a passar e continuar a haver um montão de coisas para tratar, é começar a stressar, é chegar o dia e é sair à rua. Aplausos daqui e aplausos dali. Correu bem e estamos juntos em mais um ano. Lágrimas. Nostalgia porque passou tão depressa. Desfilar é uma sensação maravilhosa que traz consigo o culminar de vários meses de esforço colectivo.
Decidida a viver de novo este frenesim, falei com uma amiga e lá vão as duas para um grupo de passerele que num destes eu nunca tinha andado e a ver vamos como é que me safo. Para já, estou muitíssimo entusiasmada, o esquema está um máximo e até acho que, finalmente, comecei a atinar com ele e a saber fazê-lo sozinha e sem ter que olhar para a menina da frente. A contagem decrescente já começou e já anda toda a gente a exibir orgulhosamente os casacos dos seus respectivos grupos. Diz-me em que grupo andas e dir-te-ei quem és. As luzes de Natal foram substituídas por motivos Carnavalescos e  não há-de faltar muito para que comecemos a ouvir na rua que "cachaça não é água não, cachaça vem do alambique e a água vem do ribeirão". Venham de lá as bolhas nos pés e as horas perdidas de sono. A vida são dois dias e o Carnaval são três, que comece a FESTA!
 
 
 
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A única!





Apesar da confusão ainda consegui trazer esta pequena para casa comigo. Só ainda não sei como a combinar. Ideias, há?

A sério que já não escrevo desde dia 22?



É uma desgraça. Mas se estavam a achar que eu não tinha sobrevivido ao enfardanço do Natal podem tirar o cavalinho da chuva. Até ver, estou de boa saúde! E para encerrar o capítulo das festas Natalícias posso dizer que o Pai-Natal foi generoso e me trouxe uns trapinhos da moda que eu adorei pra lá de muito. Não se pode pedir muito mais, não é mesmo?
Mas este foi o Natal dos tamanhos trocados, não atinei nem com os do namorado nem com os da mãe e o pior é que na hora de trocar já não havia nada de nada. No dia 26 de manhã, para não deixar que a fúria dos saldos levasse consigo todas as chances de fazer boas trocas, fui à Zara. Assim que pus um pé lá dentro maldisse a minha vida e tive vontade de sair no minuto seguinte. Eram pilhas de roupa no chão, no teto e por todo o lado. Também a havia descosida ou rasgada ( pobrezinha!). De tudo o que eu fui à procura nem rasto. E as pessoas estavam completamente enlouquecidas, pegavam em 465 peças de cada vez e depois, afinal, já não era bem aquilo que queriam. Filas intermináveis, horas para pagar e eu jurei que tão cedo não havia de lá voltar. A promessa mantém-se firme!