sábado, 22 de dezembro de 2012

Cenas de Natal


Hoje já é dia 22 de Dezembro, Sábado à noite, os planos que tinha para um café e uma converseta foram por água abaixo portanto vou vestir o pijama e plantar-me em frente à lareira a embalar os últimos presentes. Esta semana tirei uma manhã para tomar um banho de shopping e comprar tudo o que faltava, aproveitei e deitei o olho a uma ou outra coisinha que me dava mesmoooo jeito e que ficava mesmoooo bem no meu armário. A confusão estava instalada: gente, gente e mais gente, filas intermináveis para pagar, tamanhos escolhidos, promoções até 50% mas que bem vistas as coisas e contas feitas não passavam dos 10% e eu a rezar para conseguir encontrar tudo o que queria. Há sempre uma prenda que falta, alguém de quem não contava receber nada e lá vai ela a correr para não fazer feio. Desta vez, não! Tudo tratado a tempo e horas.
Quanto a jantares e almoços de Natal, também estamos muito bem, obrigada. No fundo, são o motivo para estarmos com as pessoas que mais gostamos a reviver histórias, recordar momentos e pensar que estamos juntos em mais um Natal. Nas outras alturas do ano com o correr da vida há sempre alguma coisa para se fazer, os dias vão passando e entretanto percebemos que não conseguimos estar com aquela amiga, aquele familiar. No Natal, é diferente. É obrigatória uma agenda repleta de encontros com aquelas pessoas que nos aquecem o coração.
Com isto, parece que o "Pré-Natal" se está a cumprir com nota máxima. Ainda mantenho, e espero nunca perder, um certo nervosinho na barriga na hora de abrir as prendas, rasgar os papéis de embrulho e ver o que eles me reservam por isso venha de lá a meia-noite de dia 24 que estou preparadíssima para a receber!
 
 
 
 
 

Modo: NATAL!






 
 

Sou só eu...

que odeio chegar ao multibanco, estar uma única pessoa à minha frente, eu achar que vai ser rápido mas entretanto essa pessoa faz 36 transferências, 57 levantamentos, 28 depósitos e 89 carregamentos? E no fim ainda diz:
- Demorei um bocadinho, não foi? Não a tinha visto!"

(Naaaaaaaaa, que ideia, senhor, que ideia!)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fim-de-semana, o rescaldo!


Foi um fim-de-semana e tanto. No Sábado de manhã foi o ultimar de uns presentes, o do pai e o da mãe estão prontinhos. À noite,  jantar com o mulherio e trocas de mimos, que é como quem diz troca de prendas. Eu, finalmente, este ano tive sorte com a prenda. Desta vez, decidimos que as prendas seriam a sério e nada cá de parvoíces que não servem para nada. Comida e conversa boas, regadas com uma sangria melhor ainda. Café e água das pedras na mais recente e melhor aquisição cá da terrinha e, com isto, aqui a menina deitou-se às 2:30 da manhã. Uma loucura! Isto de cafés cheios de fumo e música aos berros já não é bem para mim, pelo menos não por muito tempo. Fico com os nervos em franja quando não consigo comunicar com as pessoas que estão na mesma mesa que eu sem ficar rouca. Claro que manter um diálogo só de megafone.
Domingo, almoço familiar com os/as primos/as do namorado. Tostas, patés, queijos, carne recheada e sobremesa Helena. Para contrariar a moleza típica dos Domingos à tarde, café e bolachas de chocolate caseiras. Uma delícia! Crianças a correr pela casa, legos espalhados, sorrisos, brincadeiras, jogos de cartas e revistas de moda. Assim se passou maravilhosamente a tarde!
 
Se o próximo for tão bom como este, acho que o estágio pré - Natal aprova com distinção. E, para já, tudo indica que vai ser, os programas agendados prometem!

Autor do mês

E deixo aqui a dica a quem, como eu, pretende lê-lo!
 
 

ZUMBA!

Hoje é dia de Zumba. Ora, eu cá não sou, nem nunca fui, pessoa dada à prática do exercício físico, especialmente neste altura do ano em que tudo o me apetece é chegar a casa, tomar um banho quente - se bem que com o frio nem a água quente é mais a mesma - vestir um belo dum pijama e refastelar-me no sofá, em frente à lareira até à hora de mudar de poiso e ir dormir. Além de que tenho a Gabriela para ver mais a Avenida Brasil portanto estão reunidas todas as condições para não desalapar o rabo do sofá.
E isto,  já não é de agora, não senhor. Há todo um historial de preguicite aguda na minha vida que ainda hoje me persegue. Do ciclo ao secundário, os piores dias da semana eram aqueles em que tinha de entrar no pavilhão e vestir o fato de treino. De todas as modalidades a única que me cativava era o Voleibol e...o Badminton - como quase todas as mulheres - embora não fosse um grande talento em nenhuma das duas. Na ginástica lá me safava, cumpria os requisitos mínimos, fazia o esquema que incluía uns pinos, umas cambalhotas para trás, para a frente e sei lá eu mais o quê, uns aviões em risco de colisão a qualquer momento e a coisa lá andava. Nos dias seguintes a estas macacadas era certo e sabido que não me mexia, ficava toda dorida e maldizia a minha vida com genuína ira. Nas outras modalidades coletivas era o caos. Melhor, melhor era quando o professor determinava alguém para escolher equipas. Quando eu me dava conta estava sozinha, pois claro. Enquanto os outros colegas  festejavam o facto de terem conseguido ficar juntos e delineavam estratégias para a vitória, eu, calma e tranquilamente, encaixava-me onde faltasse alguém. Se alguém me quisesse dar uma alegria era dizer-me que não podiam jogar todos e, como tal, alguém teria de ficar no banco de suplentes. Uma grande chatice para mim, está-se mesmo a ver, tanto que me oferecia sempre para ocupar esse lugar de destaque máximo. Só para que o protagonismo da equipa ficasse distribuído e equilibrado.
 
Com a Zumba já não é bem assim. Isto porque combina exercícios com os ritmos latinos que tanto adoro. Divirto-me tanto que nem dou pela hora passar e foi só experimentar uma vez para me tornar uma acérrima fã da zumba. Saio de lá completamente morta, toda eu sou suor e cabelos desgrenhados.
 Na primeira vez que fui a uma aula, procurei logo se perto de casa havia algum ginásio ou academia que tivessem a modalidade disponível, mas sem sucesso. Entretanto apelei à malta do desporto que pensasse no assunto já que teríamos de unir esforços para preencher a lacuna cá da terrinha e meter  as gentes a zumbar. Até agora não houve desenvolvimentos. Mas como quem tem primos tem (quase!) tudo, meia volta vou frequentar as aulas que a M. organiza. Não falho uma e peço-lhe sempre que pense na próxima.
 
Os resultados?  Os resultados, esses, são muito eficazes. Nunca pratiquei com regularidade, porque me tenho dedicado às corridas e às caminhadas, mas o que é certo é que a zumba não dá sossego a nenhum músculo, todos eles gemem, gritam ais e  pedem  misericórdia. E a treinadora, perguntam vocês?  A treinadora, é uma grande maluca, cheia de power que me deixa cansada só de a ver, respondo eu.
 


 
"Qué te mueve? ZUUUUMBA"

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Querido Pai-Natal 2...


 
 
Adoro a combinação Dourado e Preto!

Tranças!



Adoro tranças. Acho que fica bem em muitíssimas ocasiões e dá aquele ar "Chic & Cool".

Mais despenteadas ou mais arranjadinhas, com mais ou menos ganchos dependendo se o cabelo é mais ou menos curto. Em adultos ou na criançada. Um must!






Frio



São 17:40 da tarde e já só vejo escuro através da janela do escritório. Parece  que já é noite cerrada.
Não consigo tirar o casacão todo o santo dia, tenho de pensar 1500 vezes se vale a pena ir à casa de banho ou não que isto de tirar a roupa é coisinha para ser sofrível, as mãos e os pés nem os sinto e a cara está branca que nem um fantasma.
Não podemos avançar já para a Primavera?
Já nem falo de calor a sério, das sandálias e das roupas leves mas de um solzinho morninho que aquece os corações e que traz muita alegria quando espreita logo de manhã pela janela do quarto!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Querido Pai-Natal...



Entre umas e outras podes escolher:




 
A minha preferência recai sobre as segundas mas aceito de bom grado as primeiras também. Ah, são ali da Zara!

Let´s get together!


E há lá coisa melhor em Dezembro do que os inúmeros jantares? É impressionante como as agendas se preenchem neste mês com almoços, jantares, lanches, pequenos convívios.
Eu cá, desde que começou o mês, que tenho tido sempre eventos gastronómicos ao fim-de-semana. E é ver toda eu transformada em gula, esse pecado mau e vil. Mas depois, para remissão de todos os delitos e infrações, vou caminhar uns quilómetros e, outras vezes, quando a vida me corre mesmo bem, é ver-me a correr. Nas calmas, com todo o tempo do mundo mas sempre certinha até ao fim da meta. Melhor é quando posso ir às aulas de Zumba, uma modalidade que me consegue cativar por aliar a prática do exercício físico à dança, quase nem me apercebo que estou a suar em bica tal é o entusiasmo com que faço cada coreografia.
Mas bem, não era sobre desporto que queria escrever agora. Isso fica para outras núpcias.
Nesta azáfama de marcar jantares fora, convidar os amigos, conciliar as agendas, e escolher o restaurante ao agrado de todos não é o mais difícil. A dificuldade de ser mulher nestas alturas vem à tona. É o cabelo que está espigado e está mesmo a precisar de um jeitinho. Isto já para não falar da cor que teremos de rever. Deus me livre se vou assim ao jantar, neste propósito. São as unhas, que estão a clamar pelos carinhos da esteticista e que, implicam a escolha antecipada da roupa para decidir a cor do verniz a aplicar. Já agora que estamos na esteticista aproveitamos e arrumamos já com o buço - o que eu odeio esta palavra - e as sobrancelhas. Das 1300 horas que dediquei para me arranjar, há um intervalo de tempo que deixei para a maquilhagem, já no fim de tudo.
E depois, ai depois vem o pior, a roupa, a indumentária, a vestimenta. E é o pior porquê? Porque ser mulher é usar saia, vestido ou calças, tacões ou rasos, malas gigantes ou pochetes, brincos ou colares ou anéis ou pulseiras, ou tudo junto. É todo um drama! Portanto no meio desta tralha toda é preciso decidir qual o outfit  mais adequado para aquela circunstância de acordo com o sítio em concreto e com as pessoas que vão, porque isto de destoar de toda a gente também não é a melhor sensação do mundo. Ora, se fui vestida daquela forma naquele dia, está fora de questão, melhor, está completamente fora de questão repetir a gracinha e ir a outro evento da mesma forma. E as hipóteses vão diminuindo. E o drama aumenta. Agora isto já não vai lá sem um passagem pelo shopping que vai ser mesmo rápido porque eu até sei exatamente o que me falta.
Estou prontinha a sair de casa.  É só pôr o batom, o blush, o rímel, os documentos e o telemóvel na carteira. Ah, só tenho de ir ali que já me esquecia das chaves de casa. Estou prontinha a sair de casa, de vez.

E é nesta altura que reparo que já estraguei uma unha e que agora já não há tempo. Estúpida!

Solidariedade



Não me interpretem mal mas já não aguento tantos pedidos de solidariedade. Para qualquer lado que me volte há-de estar sempre alguém a pedir para sei lá eu mais o quê. Não gosto de dizer que não e odeio ser indelicada mas há dias em que  tenho de me conter. Isto porque eu sempre contribuí para as mais diversas instituições, das mais variadas maneiras e faço-o de coração aberto, por minha própria iniciativa. Acredito que não podemos viver alienados das dificuldades alheias centrados nos nossos próprios umbigos fingindo que não se vê o que está diante dos nossos olhos, para não ter de se agir.
Mas não tenciono escrevê-lo na testa.
Por estas alturas, tudo reverte a favor de qualquer coisa. São as velas, são os cachecóis, são os postais e o diabo a sete. Tudo junto é capaz de começar a ficar pesado!
Mais e pior ainda, já assisti por diversas vezes a pessoas nas caixas de supermercados que tiveram de deixar para trás produtos essenciais porque afinal custavam mais 40 cêntimos, sim, 40 cêntimos. Mas, como isto em nome da solidariedade, uma vez por ano, vale tudo, acabadas de sair da caixa caíram-lhes em cima duas voluntárias a pedir que, por favor e por todas as alminhas e mais algumas, contribuíssem com o que pudessem dar. Há limites para o razoável!

Fica o desabafo!


O Natal cá em casa!


Árvore comprada. Depois das divergências sobre qual a árvore mais indicada para a nossa sala, não podíamos ficar por aqui que isto assim não tinha graça nenhuma. Onde é que vamos pôr a menina? Onde, senhores? Ora bem, no canto da sala diz que fica muito afastada e quase nem se dá por ela e se não tem protagonismo nesta altura não tem nunca mais. Está certo! Por outro lado, imediatamente ao lado do sofá parece que estorva a passagem dos transeuntes e, assim sendo, é provável que não chegue inteira ao Natal. Estivemos nisto um bom par de minutos até que nos decidimos pela solução intermédia, nem cá nem lá e ponto final no assunto! Toca de a enfeitar. Luzes primeiro, Pais - Natal e bonecos de neve depois, e por último a cereja no topo do bolo, que é como quem diz a estrela no topo da árvore. Pelo meio uns fiozinhos de perolas, só para preencher aquele espaço que tinha ficado vazio.
Árvore feita. Passemos à restante decoração. Isto e isto não que já não gosto, aquilo também não que não combina. Da triagem resultou pouca coisa mas, em conjunto com o que se comprou este ano, ficou tudo muito catita. Pronto, tudo em ordem!

Depois foi ver-me de aspirador em riste a tentar restaurar a ordem naquela sala que ficou o caos.  Trabalheiras à parte, agora cheira a Natal cá em casa!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Em carteira...




Quando entrar de férias de Natal e antes dos exames quero deixar lidos estes dois meninos. Já que estou numa de ler autores que nunca li ( sim, é uma vergonha mas agora já assumi. Nada a fazer!) quero ler as obras destes dois queridos portugueses que, ainda por cima, estão fartos de ganhar prémios.

Depois digo de minha de justiça o que achei.

Ken Follet e "O Terceiro Gémeo"- reflexões


Ler é uma das coisas que mais me entusiasma fazer. Depois de algum tempo mergulhada em literatura jurídica decidi canalizar as energias para obras e autores que ainda não conhecia. Sobre Ken Follet passei a vida a ouvir falar dos "Pilares da Terra", que essa é que era "a obra", que tinha mesmo de ler porque estava na lista dos 100 livros para ler antes de morrer, que isto e mais aquilo. Na verdade, tenciono fazê-lo mas comecei pelo "Terceiro Gémeo" graças à R., uma amiga ainda mais louca que eu por livros.

Achei o livro soberbo. É uma história envolvente, rápida, intensa e que levanta questões éticas muito relevantes. Não consegui ler o livro de uma assentada só (já não tenho 20 anos), tive de ir aproveitando os espaços livres que tinha para o fazer mas, é de tal forma bem escrito que nunca se perde o fio condutor.

Trata-se de uma cientista cuja carreira está em ascensão que pretende estudar pares de gémeos com o objectivo de perceber se a violência ou a tendência para a criminalidade são genéticas ou se, pelo contrário, podem ser afastadas pela educação. Assim, num par de gémeos, um pode ser um delinquente construindo ao longo da vida a chamada carreira criminosa, e o outro, porque separado do primeiro e educado por pais diferentes, pode ser uma pessoa equilibrada sem necessidades especiais de educação para o Direito e para as regras da sociedade.

Para tanto, ela desenvolve um programa informático, altamente eficaz que a leva mais além na sua busca. Parece que nem ela própria previa chegar tão longe. Consegue descobrir oito pessoas iguais, filhas de pais diferentes, nascidas em hospitais distantes uns dos outros que não são mais do que...clones! Como se não bastasse, chega à conclusão que um dos mentores de todo este processo de clonagem é o seu "padrinho" universitário, que vê o seu sonho de criar soldados perfeitos ameaçado pela jovem que ele próprio contratara e que ele próprio se encarregará de criar pressões no sentido de a demitir.

Se é certo que, actualmente, a clonagem é um tema mais ou menos comum, não é menos certo que continua a ser controverso. Gerar um filho que pode ser igual a tantos outros e que resulta de uma combinação genética manipulada não é propriamente o sonho de qualquer mãe. Menos ainda, se acrescentarmos o facto de ele poder vir a ser um marginal.

No caso do livro as mulheres em causa tinham recorrido à ajuda de tratamentos de fertilidade. Desejavam desesperadamente a maternidade. Mas,  não sabiam que no seu útero tinha sido implantado um embrião - resultante da junção de um óvulo e um espermatozóide de um outro qualquer casal forte, saudável e agressivo-  previamente dividido em vários outros e que, o resultado dessa divisão, por sua vez, tinham sido outros embriões implantados no útero de outras mulheres. Nenhuma delas havia consentido, o que, avaliando a nu, parece ser uma ofensa brutal à sua integridade física. Uma clara violação da sua liberdade de opção. Não obstante terem amado incondicionalmente aquelas crianças, aqueles filhos não eram os delas.

 

Por outro lado, e deixando agora de parte a clonagem, o autor retrata bem o que pode ser uma "estrutura hierárquica" vulgarmente conhecido como o " fazer a cama a alguém". Ora, as universidades deveriam ser a plataforma por excelência de conhecimento, evolução e progresso. A máquina geradora de cérebros brilhantes que podem questionar tudo o que está instituído e chegar mais longe, ver mais longe. Para isso, é preciso preservar a liberdade de investigação e a transparência de interesses. Tudo isto é muito bonito, é. Mas só funciona se não colidir com os interesses de nenhum mecenas...cauteloso!

 

Claro que há uma outra fragilidade no livro. Não cheguei a perceber como é que um prisioneiro consegue soltar um rato na sala de visitas, quase violar a visita sem que o guarda prisional se aperceba de nada. Porém, nada que deite por terra tudo o resto.

Deixo-vos o livro como sugestão de prenda para este natal ou apenas como sugestão de leitura.



 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Espírito Natalício (ou não)




Ainda não posso dizer que já esteja no espírito natalício. Este ano não só não fiz a árvore de Natal como ainda nem sequer a tenho. Decidimos lá em casa, deitar ao lixo a que existia. Pobrezinha! Mantê-la viva seria prolongar-lhe o sofrimento.

Tenho andado a percorrer vários sítios, hipermercados e lojas de decoração, para encontrar aquela árvore. Aquela que, esperamos, queremos que dure o tempo suficiente para conhecer toda a família e contar muitos natais. Mas não está fácil. Eu quero branca, a mãe diz que branca não, o pai acha que não combina com a sala, o namorado, por seu turno, defende que árvore de Natal branca só como secundária, a principal tem de ser verdinha como manda a tradição. O periquito, o cão e o gato, se os houvesse, também opinariam, certamente.

Posto isto, vai-se adiando. E adiando. É certo que o espirito de Natal vai para além da árvore, eu que o diga. Para mim, Natal é dar. Se há coisa que gosto nesta época é escolher minuciosa e detalhadamente cada prenda que compro de acordo com a pessoa a quem vou dar. Gosto de ver aquela reação de satisfação na cara das pessoas que mais gosto, os olhinhos a vibrar e uma legenda estampada na testa "epa, isto é mesmo a minha cara, gosto de verdade".  Isso faz-me verdadeiramente feliz.

Quando era mais miúda os Natais tinham outro encanto. O Avô e a Avó, o patriarca e a matriarca respectivamente, conduziam todas as operações. Não só as gastronómicas, onde se incluíam todas as doces tentações, carregadinhas de açúcar e calorias, mas também as logísticas. No salão daquela casa cabíamos uns 30 - não me lembro de alguma vez os ter contado mas julgo não estar muito enganada. Os avós, os pais, as tias, os maridos das tias, as primas  - algumas ainda crianças - e os namorados das primas. Risos, gargalhadas, gritinhos de alegria, montes de gente a falar ao mesmo tempo, barulho e mais barulho  e tudo de olhos despertos à espera da meia noite, hora em que alguém se mascarava de Pai-Natal para gáudio dos mais pequenos - como eu. Nós fazíamos a festa!Nunca mais me vou esquecer do dia em que o velho gorducho das barbas brancas deixou de me enganar, afinal era o meu próprio pai que se tinha esquecido de disfarçar o bigode, deixando a nu toda a sua identidade. Caiu-lhe a máscara para nunca mais voltar.
 
Agora acho que é tudo diferente. Já não conto os dias para receber aquele embrulho absolutamente gigantesco que tem o meu nome, não espio os presentes debaixo da árvores e quase sempre sei exactamente o que vou receber. Ou, pelo menos, desconfio. A minha lista de Natal, ao invés de páginas infindáveis, tem agora duas ou três coisas.Por outro lado, face aos tempos que temos vivido, já não se trocam prendas entre todos. Fazemos um amigo oculto para que cada pessoa receba apenas uma prendinha. As primas são agora adultas, passaram a ter mais família e a terem de se desdobrar por várias casas. Criança só há uma, que para felicidade dos adultos vem abrir as prendas em todas as casas por onde passa trazendo com ela aquele histerismo genuíno que faltava.
Crescemos. Tudo muda! Mas o aconchego da família  à volta da mesa mantém-se. A caldeirada a ferver na panela também. E o farrapo velho - o que eu gosto do farrapo velho - também! O bolo-rei e o pão-de-ló também.
 
A ver vamos a quem sai a fava este ano!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dois em um!

 
 
 
 
 
Nunca fui ver um espectáculo do "Cirque du Soleil" mas tenho as melhores referências, conheço várias pessoas que os foram ver e que me disseram ser imperdível. Pensei na possibilidade de os ir ver o ano passado, lembro-me que também por esta altura os bilhetes estavam à venda, mas não se concretizou. 
Pois então, andava eu a passear pelo Porto quando me deparei com um outdoor a anunciar que eles voltariam a Portugal, ao Pavilhão Atlântico ( pois claro, havia de ser onde) nos dias 11,12,13 e 14 de Abril do próximo ano. Para tornar a coisa ainda mais completa e a minha carteira ainda mais incompleta, não fizeram por menos e o espectáculo será em homenagem ao (tão!) saudoso rei do Pop, Michael Jackson. Pois que eu não imagino coisinha melhor para se ir ver ainda por cima depois de o Michael se ter deixado ir desta para a melhor antes de eu o poder ver na primeira fila.
 
Se há coisa em que gosto - ou, pelo menos, não me importo tanto- de gastar dinheiro é em espectáculos que valham a pena. Acho que é desta que agarro a oportunidade!

Que se lixe, a vida é curta...


 
 
Espero encontrar esta querida numa Zara, brevemente. Prenda de Natal de mim para mim!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ando com ideias...



de voltar às franjas. Para além de estar um bocadinho cansada do corte que tenho, as franjas estão super na moda. Já usei e por isso não será uma mudança muito radical, conheço o efeito. Mas também conheço as consequências. Chateia-me aquela fase em que não é carne nem peixe. Ora bem, ou passo a vida a correr para o cabeleireiro para a acertar ou então já sei que vou passar uns belos dias a praguejar por não saber penteá-la...nem para o lado, nem para a frente, nem para lado nenhum.

Vou pensar no assunto, a ver se entro no ano novo de cara lavada. Salvo seja!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Avé Commedia a la Carte!



Estes senhores são uns reis na comédia. Tive a oportunidade de os ver ao vivo com o espectáculo "Avé Commedia Cheia de Graça", no emblemático Teatro Sá da Bandeira no Porto e posso dizer que foi dos melhores que já vi no género. Gosto de comédias, mas não gosto daquelas morninhas que nos sacam um sorriso aqui e ali. Gosto das comédias a sério que nos fazem doer a barriga de tanto rir, como esta.
Todo o público é convidado a participar do início ao fim e a história é sempre uma surpresa já que depende do improviso. Haja talento! Haja cumplicidade!

No próximo dia 8 de Dezembro eles vão voltar à mesma sala e eu...aconselho todo o mundo a ir. Vale a pena!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Habemus Blog!!


Acho que é desta, agora é que é!

Primeiro a selecção das imagens, depois a disposição das mesmas. Entretanto não resultava e o processo voltava ao início. Algumas vezes, e mais outras.
Passaram-me pela frente muitas imagens e muitos papéis de parede mas acho que consegui pôr ordem na casa a tempo de cumprir a minha palavra. Ainda por cima, não sou propriamente um génio informático e achei isto do Blog um tantinho difícil de perceber.

Desde há algum tempo que queria criar um espacinho destes. Não porque tenha revelações absolutamente surpreendentes a fazer mas, tão só, porque precisava de um refúgio para todas as parvoíces e mais algumas.


Esta semana foi o sprint final para meter o T0 em pé...ET VOILÁ!

E é mesmo isto, Senhor!


terça-feira, 27 de novembro de 2012

E é aqui....

....que nos vamos encontrar nos próximos dias.
 É certo que ainda está com ar de quem acabou de mudar de casa. Tralha por todo o lado e um conjunto de pormenores a pensar. Pois é, é nesse ponto que me encontro. A pensar no melhor papel de parede , a selecionar as imagens que pareçam mais ter a ver comigo e, feita a triagem, pôr a coisa em prática. Difííícil!

Espero inaugurar oficialmente este pequeno T0 no dia 1 de Dezembro. Só para começarmos ainda com espirito natalício.

Beijinhos