segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ZUMBA!

Hoje é dia de Zumba. Ora, eu cá não sou, nem nunca fui, pessoa dada à prática do exercício físico, especialmente neste altura do ano em que tudo o me apetece é chegar a casa, tomar um banho quente - se bem que com o frio nem a água quente é mais a mesma - vestir um belo dum pijama e refastelar-me no sofá, em frente à lareira até à hora de mudar de poiso e ir dormir. Além de que tenho a Gabriela para ver mais a Avenida Brasil portanto estão reunidas todas as condições para não desalapar o rabo do sofá.
E isto,  já não é de agora, não senhor. Há todo um historial de preguicite aguda na minha vida que ainda hoje me persegue. Do ciclo ao secundário, os piores dias da semana eram aqueles em que tinha de entrar no pavilhão e vestir o fato de treino. De todas as modalidades a única que me cativava era o Voleibol e...o Badminton - como quase todas as mulheres - embora não fosse um grande talento em nenhuma das duas. Na ginástica lá me safava, cumpria os requisitos mínimos, fazia o esquema que incluía uns pinos, umas cambalhotas para trás, para a frente e sei lá eu mais o quê, uns aviões em risco de colisão a qualquer momento e a coisa lá andava. Nos dias seguintes a estas macacadas era certo e sabido que não me mexia, ficava toda dorida e maldizia a minha vida com genuína ira. Nas outras modalidades coletivas era o caos. Melhor, melhor era quando o professor determinava alguém para escolher equipas. Quando eu me dava conta estava sozinha, pois claro. Enquanto os outros colegas  festejavam o facto de terem conseguido ficar juntos e delineavam estratégias para a vitória, eu, calma e tranquilamente, encaixava-me onde faltasse alguém. Se alguém me quisesse dar uma alegria era dizer-me que não podiam jogar todos e, como tal, alguém teria de ficar no banco de suplentes. Uma grande chatice para mim, está-se mesmo a ver, tanto que me oferecia sempre para ocupar esse lugar de destaque máximo. Só para que o protagonismo da equipa ficasse distribuído e equilibrado.
 
Com a Zumba já não é bem assim. Isto porque combina exercícios com os ritmos latinos que tanto adoro. Divirto-me tanto que nem dou pela hora passar e foi só experimentar uma vez para me tornar uma acérrima fã da zumba. Saio de lá completamente morta, toda eu sou suor e cabelos desgrenhados.
 Na primeira vez que fui a uma aula, procurei logo se perto de casa havia algum ginásio ou academia que tivessem a modalidade disponível, mas sem sucesso. Entretanto apelei à malta do desporto que pensasse no assunto já que teríamos de unir esforços para preencher a lacuna cá da terrinha e meter  as gentes a zumbar. Até agora não houve desenvolvimentos. Mas como quem tem primos tem (quase!) tudo, meia volta vou frequentar as aulas que a M. organiza. Não falho uma e peço-lhe sempre que pense na próxima.
 
Os resultados?  Os resultados, esses, são muito eficazes. Nunca pratiquei com regularidade, porque me tenho dedicado às corridas e às caminhadas, mas o que é certo é que a zumba não dá sossego a nenhum músculo, todos eles gemem, gritam ais e  pedem  misericórdia. E a treinadora, perguntam vocês?  A treinadora, é uma grande maluca, cheia de power que me deixa cansada só de a ver, respondo eu.
 


 
"Qué te mueve? ZUUUUMBA"

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