quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Let´s get together!


E há lá coisa melhor em Dezembro do que os inúmeros jantares? É impressionante como as agendas se preenchem neste mês com almoços, jantares, lanches, pequenos convívios.
Eu cá, desde que começou o mês, que tenho tido sempre eventos gastronómicos ao fim-de-semana. E é ver toda eu transformada em gula, esse pecado mau e vil. Mas depois, para remissão de todos os delitos e infrações, vou caminhar uns quilómetros e, outras vezes, quando a vida me corre mesmo bem, é ver-me a correr. Nas calmas, com todo o tempo do mundo mas sempre certinha até ao fim da meta. Melhor é quando posso ir às aulas de Zumba, uma modalidade que me consegue cativar por aliar a prática do exercício físico à dança, quase nem me apercebo que estou a suar em bica tal é o entusiasmo com que faço cada coreografia.
Mas bem, não era sobre desporto que queria escrever agora. Isso fica para outras núpcias.
Nesta azáfama de marcar jantares fora, convidar os amigos, conciliar as agendas, e escolher o restaurante ao agrado de todos não é o mais difícil. A dificuldade de ser mulher nestas alturas vem à tona. É o cabelo que está espigado e está mesmo a precisar de um jeitinho. Isto já para não falar da cor que teremos de rever. Deus me livre se vou assim ao jantar, neste propósito. São as unhas, que estão a clamar pelos carinhos da esteticista e que, implicam a escolha antecipada da roupa para decidir a cor do verniz a aplicar. Já agora que estamos na esteticista aproveitamos e arrumamos já com o buço - o que eu odeio esta palavra - e as sobrancelhas. Das 1300 horas que dediquei para me arranjar, há um intervalo de tempo que deixei para a maquilhagem, já no fim de tudo.
E depois, ai depois vem o pior, a roupa, a indumentária, a vestimenta. E é o pior porquê? Porque ser mulher é usar saia, vestido ou calças, tacões ou rasos, malas gigantes ou pochetes, brincos ou colares ou anéis ou pulseiras, ou tudo junto. É todo um drama! Portanto no meio desta tralha toda é preciso decidir qual o outfit  mais adequado para aquela circunstância de acordo com o sítio em concreto e com as pessoas que vão, porque isto de destoar de toda a gente também não é a melhor sensação do mundo. Ora, se fui vestida daquela forma naquele dia, está fora de questão, melhor, está completamente fora de questão repetir a gracinha e ir a outro evento da mesma forma. E as hipóteses vão diminuindo. E o drama aumenta. Agora isto já não vai lá sem um passagem pelo shopping que vai ser mesmo rápido porque eu até sei exatamente o que me falta.
Estou prontinha a sair de casa.  É só pôr o batom, o blush, o rímel, os documentos e o telemóvel na carteira. Ah, só tenho de ir ali que já me esquecia das chaves de casa. Estou prontinha a sair de casa, de vez.

E é nesta altura que reparo que já estraguei uma unha e que agora já não há tempo. Estúpida!

Sem comentários:

Enviar um comentário