quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Solidariedade



Não me interpretem mal mas já não aguento tantos pedidos de solidariedade. Para qualquer lado que me volte há-de estar sempre alguém a pedir para sei lá eu mais o quê. Não gosto de dizer que não e odeio ser indelicada mas há dias em que  tenho de me conter. Isto porque eu sempre contribuí para as mais diversas instituições, das mais variadas maneiras e faço-o de coração aberto, por minha própria iniciativa. Acredito que não podemos viver alienados das dificuldades alheias centrados nos nossos próprios umbigos fingindo que não se vê o que está diante dos nossos olhos, para não ter de se agir.
Mas não tenciono escrevê-lo na testa.
Por estas alturas, tudo reverte a favor de qualquer coisa. São as velas, são os cachecóis, são os postais e o diabo a sete. Tudo junto é capaz de começar a ficar pesado!
Mais e pior ainda, já assisti por diversas vezes a pessoas nas caixas de supermercados que tiveram de deixar para trás produtos essenciais porque afinal custavam mais 40 cêntimos, sim, 40 cêntimos. Mas, como isto em nome da solidariedade, uma vez por ano, vale tudo, acabadas de sair da caixa caíram-lhes em cima duas voluntárias a pedir que, por favor e por todas as alminhas e mais algumas, contribuíssem com o que pudessem dar. Há limites para o razoável!

Fica o desabafo!


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